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Ver e olhar são de alguma forma sinónimos mas não o mesmo; ver é uma atitude, percepção de quem procura
ou encontra. A fronteira entre o olhar e ver é onde o fotógrafo se inscreve, a matéria-prima, a acção com que
escreve momentos, ideais que perduram e intervêm, no pessoal de cada um e na memória colectiva da
Humanidade.
A nudez não se despe, simplesmente existe… imortalizada nos tempos e faces da matéria de que somos feitos,
dos poetas aos ditadores, da vida à morte… um pequeno ponto condutor do imenso, ele próprio partida e términus
do Universo no qual marcamos a nossa visão.
Despido é estar exposto a ter que ser alguém.
Uma imagem é o momento sem tempo em que existimos.
Criar é renascer num mundo de paixão e nele nunca viver.
Criar é viajar entre o caos de sentir e o rigor da técnica.
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