A magia habita nas pedras quando lhe encontramos a forma.
Paixão implica ter medo de morrer e assistir.
O medo não tem forma, vive em quem o transporta alimentando-se das expectativas que criamos na ideia a que
damos vida e nos vitima como se real fosse.
O medo é tão ilusório quanto autosuficiente e só pode ser banido de dentro para fora.
A ideia é, a ideia não existe, é apenas ponto de partida ou significância do que poderá vir a existir.
O zen dar-me-á ouvidos e a vida sussurrar-me-á.
Cada momento só nos pertence no sentido de sermos genuínos.
Vencer implica solidão.
Caminha pelo existes que a tua luz e teus pares iluminar-te-ão.
Ao ganhares e perderes aprendes que ter não é posse.
Sonhar é uma dádiva sobre a matéria.
Ama-se e docemente tocamos os céus, com os pés sobre esse amor que nos alimenta para a caminhada
solitária.
Só as brisas nos trazem os cheiros delicados e profundos que nos beijam o coração, e só a paz nos dá a
harmonia de os tomar bem fundo em nós.
O meu coração é invisível e quando o abro torna-se pálpavel e fácil de soprar.
A diferença entre o fogo que consome e o que aquece é o coração.
O nosso lugar na vida não é marcado, embarcamos ao nascer e seguimos viagem até morrer mais uma vez.
O futuro não existe e o próximo presente terá o nosso horizonte.
Os loucos ventos embriagam-nos até nos rebentarem os pulmões.
O ar é só um; brisa, vento ou furacão, consoante a força com que o inspiramos.
Não tenho nada e pertenço a muito.
Sou muito afortunado pois a vida tem-me dado a sentir mais do que pensava existir.
A pior ignorância é a que se ignora.
O mestre cai quando responde.
Todos nós nos convencemos uns aos outros e nem por isso ficamos convencidos.
As sombras são efeitos da luz intensa que prevalece e nos conduz.
A impossibilidade alimenta a dúvida, e passo a passo aprendemos que ao existir não há vazio que o cale.
A carne é um palco em que se actua com a verdade.
A veracidade não se julga.
A qualidade dentro da característica confunde o exagero.
Pobreza de espírito é não querer sentir, não sentir é mísero.
Diz o que pensas, sente o que pensas.
Não guardes dúvidas e não vivas de certezas.
Sê simples como o próprio amor que se esgota em ti.
Alimenta-te do que deste a receber.
Se todo o importante o fosse a impotência não o era.
Na amizade e no amor partilham-se almas livres.
O amor não cabe numa caixa e o compromisso dos Homens é apenas o laço.
Cristina, na verdade nasci uma só vez para o teu beijo todas as manhãs...
A ilusão troca o sentido num remoinho de tempos que se espaçam sem nada a receber.
Cada vez mais sinto a beleza efémera e ao mesmo tempo passível de ser melhorada e prolongada pelo tempo;
mais quero a beleza e essência no ambíguo de ver o possível e sentir o impossível num mundo mais belo de bom.